segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Pensamentos aleatório

a morte e um dia pelo qual vale a pena viver. eu matei o choro. sepultei a súplica.

Agora a vida é minha

Às vezes vejo pessoas querendo voltar ao passado: à infância, à adolescência ou aos vinte anos. Eu não desejo nada disso Em todos esses momentos, eu não era dona de mim. Minha voz, minhas ideias e meus sonhos não me pertenciam. Eu era apenas um fantoche das consequências e das existências da vida de outras pessoas. Agora, nesta fase da minha vida, tenho autonomia. Agora, nesta fase da minha vida, tenho autonomia. Posso gerar a minha vez, adaptar meus planos e ser alegre sempre que olho para o mundo com um novo olhar de fé. Fé de que posso. Fé de que consigo. Pois, de onde eu vim, eu posso ir a qualquer lugar. E pronto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Filhos crescem pessoas mudam. E quando tudo muda vc precisa continuar de pé

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Longo Tempo

Enquanto eu batalhava uma guerra física e mental, meu espírito me auxiliava muito além do que eu imaginava.** Estávamos juntos e, ao mesmo tempo, separados — ambos alinhados no mesmo propósito: uma vida plena e consciente. Houve dias de tamanha dor que até o simples ato de respirar se tornava um fardo. A vida perdera a cor, e a própria existência parecia sorrir do nosso infortúnio. Percorremos vales desolados, pastos áridos, sonhos desfeitos ainda no início de sua concepção. Mesmo assim, seguimos firmes. Em certo momento, senti-me completamente só. Lunática em minha visão limitada, desesperei-me e gritei o grito de quem já nada teme. Lutei com tudo e contra todos, ao mesmo tempo. E então, meu espírito — que eu julgava perdido — renascia em silêncio, mais poderoso, mais forte. Ele desceu comigo, sobre mim, na maior batalha jamais travada. E juntos florescemos, brilhando acima de todo o caos. Há um lugar onde tudo é paz e calma, onde a água é sempre límpida e graciosa. É para lá que sigo. :Daniela.

Ciclo de vitória. Meus sonhos.

CICLO DE VITÓRIA — O FECHAMENTO DA TRAVESSIA Eu atravessei a noite muitas vezes sem anunciar meu nome. Aprendi a caminhar no escuro quando ainda perguntavam se eu tinha medo. Houve portões. Alguns abertos, outros fechando atrás de mim. Houve feras que só aparecem quando a consciência dorme — e eu estava acordada. Corri. Não para fugir, mas para lembrar o caminho do corpo quando a mente se perde. Corri sabendo o resultado antes do fim, porque certas vitórias não precisam ser provadas. Guardei limiares. Esperei a criança passar. Senti mãos se entrelaçarem sabendo que iriam soltar. E mesmo assim, não doeu. Entrei em casas antigas onde o tempo não fazia barulho. Toquei o silêncio de alguém ferido sem tentar curar. A paz não pediu explicação. Vi carpas subirem contra a corrente, uma delas azul — e quando a vi, ela mudou. Nem tudo quer ser mostrado por muito tempo. Houve monges, toques de recolher, portas pesadas. Houve um abraço que não devia e, ainda assim, era amor. Cuidei de plantas sem saber que cuidava de mim. Brotos avermelhados nasceram quando a luta ainda existia. E eu continuei. Até que, do outro lado do vaso, onde eu não olhava mais, a flor veio. Branca. Delicada. Inteira. Não como promessa. Como constatação. A batalha terminou no momento em que deixei de lutar contra quem eu era. Agora eu cultivo. Agora eu habito. Agora eu sei. O que era travessia virou chão. O que era sombra virou raiz. O que era busca virou casa. E isso — isso é vitória. :Daniela.