quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Eu Estou em Flor (a analógia do limoeiro)
Eu não fui quebrada.
Eu fui descompactada.
Existe uma diferença enorme entre quebrar e liberar espaço.
Quebrar destrói.
Descompactar abre.
Ontem eu entendi isso.
Uma árvore grande não discute com pedra.
Não se explica para pedra.
Não muda de forma por causa da pedra.
Pedra bate.
Pedra cai.
Árvore permanece.
Isso é maturidade energética.
Existe uma lei simples que começa a fazer sentido no corpo:
Primeiro eu.
Depois o outro.
E tudo bem.
Ser forte não garante aceitação.
Ser luz não garante conforto.
Se eu for forte, alguns tentarão usar.
Se eu for luz, alguns tentarão apagar.
Mas aqui está o segredo:
Isso acontece independente do meu tamanho.
Diminuir-me nunca me protegeu.
Apenas atrasou meus florescimentos.
Hoje eu escolho sair do lugar de quem tenta caber.
E entrar no lugar de:
Mulher que existe.
Eu me autorizo a ser do tamanho da minha alma.
O que não é meu, eu devolvo.
Eu permaneço.
Eu virei o limoeiro porque tive coragem de sentir.
Sentir é força.
Sentir é maturidade.
Sentir é passagem.
Depois da flor vem o fruto.
Sempre.
E eu já estou em flor.
Eu não estou quebrada.
Eu não estou atrasada.
Eu não estou devendo nada ao mundo.
Eu estou no meu caminho.
No meu tempo.
E isso é suficiente.
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